sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

The "concurseiro" conundrum

Tô aqui dedicando todo meu tempo estudando coisas que acho idiotices, para talvez conseguir trabalhar para um governo que eu não respeito, em uma área da qual eu não gosto, em algum lugar para o qual não quero ir...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

brazzzil, um país onde se paga para ter "renda"

ou 'brazzzil, onde renda = prejuízo'


A nossa república dos bananas é um lugar pitoresco, quanto a isso não resta dúvida. Hoje, lendo sobre o sucesso da economia dos países nórdicos, cheguei à esta conclusão, escrita no título: no brazzzil, quem tem renda, tem prejuízo (ok, ok, fora os famosos 1% aqueles que conseguem driblar os sistemas legais/penais/tributários e efetivamente conseguem aumentar seu capital).

Vamos à explicação científica. Considerando que na nossa famigerada lei maior, a Constituição-para-limpar-o-cú, que rege todo o sistema legal (aquele em que "tem lei que pega e tem lei que não pega") está escrito:
"Constituem objetivos fundamentais da República...
 ... promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."  
"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros... a inviolabilidade do direito à... segurança e à propriedade."
"... é garantido o direito de propriedade;"
"...a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
"os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte... respeitados os direitos individuais... o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
"Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
... utilizar tributo com efeito de confisco;
"A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos... o direito à propriedade privada...

Vale lembrar que estas citações não são exaustivas. Há em inúmeras outras peças do prolixo repertório jurídico brazzzileiro, exaltações ao capitalismo, ao desenvolvimento pessoal, às garantias de existência digna, educação lazer, cultura e desporto, ao respeito do patrimônio individual, à proteção ao adquirido como fruto do trabalho e ao legalmente herdado, etc.   
Ou seja, no entendimento deste inútil, está claramente assegurado que não se pode discriminar, punir, achacar, impedir alguém por ter lucro, por acumular, por formar reservas, pois todos somos capitalistas ocidentais brazzzileiros e temos, em essência, os mesmos direitos e deveres, MAS:
1) Quem é das classes medianas, sofre clara discriminação tributária;
2) Na maioria dos casos, se paga mais do que 100% de imposto sobre a "renda", ou seja, se por algum milagre da natureza o cidadão conseguir fazer "sobrar algum", pagará ao governo mais do que sobrou (veja cálculo abaixo);
3) Não há segurança jurídica, nem segurança de propriedade. Exemplo? Plano Bresser/Zélia/Collor;
4) O governo não respeita o próprio conceito constitucional derivado "renda": aquilo que sobra depois de serem atendidas as necessidades fundamentais de alimentação, moradia, saúde, educação, cultura, lazer, desporto, locomoção; 
5)  O governo não respeita o próprio conceito constitucional derivado "confisco": subtrair, de uma economia qualquer, um valor maior que o inicialmente aferido, causando prejuízo, resultando em saldo negativo;
6) Eu não sou deslumbrado/idealista/utópico para não entender que, desde quando um macaco descobriu que poderia botar outro a fazer alguma tarefa em troca de alguma coisa há exploração do homem pelo homem e o desejo de levar vantagem. Todavia, dado todo o exposto, não deveria o Estado agir para que esta exploração não seja abusiva, ao invés de ele próprio usurpar o cidadão?

Finalizando, uma continha de exemplo...

PROVENTO ("renda") MENSAL DO CIDADÃO:  R$ 4.087,65  (+)
ALIMENTAÇÃO/HIGIENE/VESTUÁRIO:  R$ 1.000,00 (-)
EDUCAÇÃO:  R$  300,00 (-)
CULTURA:  R$ 100,00 (-)
LAZER:  R$ 100,00 (-)
DESPORTO:  R$ 100,00 (-)
SAÚDE:  R$ 300,00 (-)
MORADIA:  R$ 1.000,00 (-)
LOCOMOÇÃO:  R$ 100,00 (-)
-----------------------------------------------------------------------------------
RENDA (o que se poderia acumular): R$ 1.087,65 (confiscado!!!)
IMPOSTO RETIDO SOBRE O PROVENTO ("renda"):  R$1.124,10 (-)
PREJUÍZO: R$ 36,45 (que o cidadão tem que tirar de algum dos itens acima)



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Solução para a coleta de lixo


Vejam bem, eu mesmo não acredito que esta solução seja viável hoje em dia, pois o brazzzileiro já perdeu até o mínimo resquício de respeito pelo que é seu e/ou do próximo, mas... Vamos lá....


Antigamente, quando eu era um fedelho e ainda acreditava que seria alguém na vida, há uns 30 anos atrás, o ciclo de vida (uau! inútil usando termos "da moda"!) do lixo, sob responsabilidade do cidadão pagador de seus impostos, funcionava perfeitamente bem e até era ecologicamente correto. Lá em casa (como em todos os vizinhos) havia dois tonéis para o lixo: um de xarope de Fanta, de latão, com tampa de dobradiça, reutilizável, recolhido sem custo pelo meu pai na fábrica da Coca e outro de xarope de Pepsi, de plástico, sem tampa, com alças, reutilizável, recolhido sem custo pelo meu pai na fábrica da Pepsi. Ambos haviam chegado ao fim de sua vida útil para o propósito original, pois apresentavam algum defeito que impedia a reutilização com xarope e, por conseguinte, eram dados de graça pelos engarrafadores a quem se desse o trabalho de buscar.

Não havia sacolinhas plásticas de supermercado para acondicionar lixo pois uns poucos lojistas se limitavam a oferecer uns sacos de papel muito frágeis e as pessoas eram acostumadas a ir às compras com suas "sacolas de feira" de nylon, reutilizáveis e muito duráveis (lá em casa tinha três, e duraram, no mínimo, uns dez anos). O lixo era todo colocado diretamente nas lixeiras e depois despejado nos tais tonéis, seguindo a regra: lixos molhados e/ou fedidos, da cozinha e do banheiro (que hoje a moda inventou chamar de orgânico), eram despejados no tonel de Fanta (pois tinha tampa) e os lixos secos (que hoje os "prafrentex" inventaram chamar de reciclável) eram despejados no tonel de Pepsi. As lixeiras eram então lavadas, deixadas para secar e voltavam ao seu lugar de origem. Nos dias que passava o lixeiro (duas vezes por semana), ambos tonéis eram colocados na calçada. Depois, os garis-maratonistas, não sem algum esforço extra, os pegavam e despejavam no caminhão (tudo junto, pois não existia o que os verdes chamam hoje de coleta seletiva, embora o lixo já estivesse separado), devolvendo-os à calçada, de onde eram recolhidos quando se voltava para casa no fim do dia. E assim se repetia, nas segundas e quintas-feiras. E esses tonéis sobreviveram, com uma ou duas reposições, até o início dos anos 90, quando simplesmente desapareceram. Ou alguém os surrupiou deliberadamente ou os próprios lixeiros os colocaram no caminhão, visto que muitos vizinhos já começavam a usar as famigeradas sacolinhas e o esforço físico para levantá-las e atirá-las à carroceria é infinitamente menor.

Enfim, abolimos o uso dos tonéis e passamos para a cômoda sacolinha, que vai diretamente da lixeira ao lixão (e depois à terra, ao mar e ao ar) e sem a qual hoje não saberíamos como/onde colocar o lixo. Mentira. Todos os que tem mais de 35 sabem muito bem a solução. O problema é a preguiça. E a falta de respeito.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Soluções para o lixo

Como de costume, em exemplos... Os dados obviamente não são exatos; apenas para se ter uma idéia.

PROBLEMA:
 lá em casa se tomam 1,5 litros de leite por dia
LIXO PRODUZIDO:
 4 embalagens longa vida por semana
RECICLAGEM:
 difícil, pois é necessário primeiro separar o plástico do alumínio e do papel
SOLUÇÃO:
 embalagens pet de 5 litros, de reciclagem fácil e que podem ser bem finas, pois leite não tem gás
REDUÇÃO DE LIXO:
 60%

PROBLEMA:
 lá em casa se comem quatro caixas de 300g de sucrilhos por mês
LIXO PRODUZIDO:
 4 sacos plásticos e 4 caixas de papelão por mês
RECICLAGEM:
 fácil para o plástico e médio para o papelão
SOLUÇÃO:
 embalagem plástica de 1 quilo, opaca e com fecho ziploc, reutilizável e de fácil reciclagem
REDUÇÃO DE LIXO:
 70%

PROBLEMA:
 eu uso um tubo de 90ml de desodorante a cada duas semanas
LIXO PRODUZIDO:
 dois tubos de alumínio, tampas e mecanismos plásticos por mês
RECICLAGEM:
 fácil para o alumínio e para o plástico, mas o mecanismo precisa ser desmembrado do tubo
SOLUÇÃO:
 embalagem tipo inseticida, com 500ml de desodorante
REDUÇÃO DE LIXO:
 80%

PROBLEMA:
 meus fones de ouvido gastam um par de pilhas AAA por semana
LIXO PRODUZIDO:
 duas pilhas por semana
RECICLAGEM:
 impraticável, pois a separação das substâncias químicas é economicamente inviável e o latão do invólucro é muito difícil de desmontar
SOLUÇÃO:
 empacotar o conteúdo químico das pilhas já em pares (afinal alguém tem algum aparelho que use só uma pilha?) usando invólucros de alumínio (como nas pilhas de água salgada dos camelôs) ou pet, facilitando a desmontagem e a reciclagem pelo menos do invólucro
REDUÇÃO DE LIXO:
20%

PROBLEMA:
 lá em casa se toma 1 bomba de 20 litros de água mineral por semana
LIXO PRODUZIDO:
 cada bomba dura mais ou menos 20 retornos
RECICLAGEM:
 o pet é reciclável ao fim de sua vida útil, mas o processo de lavagem para retorno consome água fria, quente (energia elétrica) e detergente (poluente)
SOLUÇÃO:
 melhorar a qualidade da água servida à população, pois como sempre digo, "me criei tomando água da torneira"
REDUÇÃO DE LIXO:
 100%

PROBLEMA:
 embalagens de produtos eletro-eletrônicos
LIXO PRODUZIDO:
 em cada embalagem vem isopor, sacos plásticos, papelão e, em alguns casos, tacos de mdf
RECICLAGEM:
 fácil para os plásticos, média para o papelão e difícil para o isopor e o mdf
SOLUÇÃO:
 utilizar embalagens de plástico pet rígido ou semi-rígido retornáveis, preenchido com o "cheetos verde" feito de óleo vegetal reciclado
REDUÇÃO DE LIXO:
 90%

PROBLEMA:
 lá em casa se gastam 10 tubos de 500ml produtos de limpeza por mês
LIXO PRODUZIDO:
 10 tubos plásticos por mês
RECICLAGEM:
 fácil, mas, dependendo do produto, é preciso lavar a embalagem antes de reciclar
SOLUÇÃO:
 embalagens de 5 litros para todos os produtos de limpeza e tampas de rosca nas embalagens pequenas, facilitando o reaproveitamento
REDUÇÃO DE LIXO:
 90%

Além do lado "verde" da história, qualquer inútil facilmente percebe a economia do seu precioso e suado dinheirinho que vai para o lixo com essas embalagens.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A solução da crise do Brazzzil

Embora eu ache que a crise "do momento", as "avaliações de risco" e os rankings dos grandes "players" da tal economia globalizada sejam subterfúgios artificiais para repetir a história e manter o status quo, vou usar como contra-exemplo (hmmmm, eu adoro exemplos) para fazer um comparativo o plano "New Deal", do Roosevelt (aquele, amigão do Vargas), criado para acabar com a Grande Depressão (a.k.a. Crise de 29) dos rabos gordos (nem tanto, à época) gringos americanos.

NEW DEAL
- Investimento maciço em obras públicas: US$ 4 bilhões (na época!!!) para obras públicas (construção de hidrelétricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos, etc.);

- Destruição dos estoques de gêneros agrícolas, como algodão, trigo e milho, a fim de conter a queda dos preços;

- Controle sobre os preços e a produçao, para evitar a superprodução na agricultura e na indústria;

- Diminuição da jornada de trabalho, com o objetivo de abrir novos postos, fixação do salário mínimo, criação do o seguro-desemprego e da previdência (seguro-velhice, conforme nome dado por eles) para os maiores de 65 anos).

BRAZZZILIAN DEAL
- Terminar com a invasão do Estado nos assuntos que não lhe dizem respeito. Vender usinas, bancos, petrolíferas, agências de pesquisa, universidades, correios e tudo mais que não diga respeito ao objetivo fundamental do Estado: controlar as fronteiras, prover serviços básicos e gratuitos e cuidar para que a ralé se mantenha unida, alimentada e trabalhando. Com um Estado mais enxuto, não precisaremos pagar tantos impostos e, com esse dinheiro todo na economia, viramos uma superpotência em "no time";

- Incentivar a agricultura e a criação de estoque regulador através de forte política protecionista, dando subsídios para o setor primário, baixando impostos sobre a produção e aumentando impostos sobre a exportação de gêneros alimentícios e matérias primas de uso industrial em geral. O começo de tudo, para ser superpotência, é ter muita matéria prima (pra depois poder usar);

- Reduzir impostos e incentivar a produção agrária e industrial, usando o excesso produtivo para turbinar as exportações. Depois de ser uma superpotência "pra dentro", chega a hora de ser superpotência "pra fora" enfiando nossas sobras de produtos (isso mesmo, SOBRAS, primeiro vamo encher as panças, os bolsos e as casas dos conterrâneos) na tal economia globalizada;

- Acabar com a previdência social (daqui para frente), desonerando empresário e empregado dessa carga absurda, permitindo que cada um ofereça ou contrate sua própria previdência privada, deixando "o mercado" precificar pela boa e velha concorrência. Não há que se preocupar com forçar criação (artificial, que não perdura) de emprego, desde que se tenha claramente a meta de ser superpotência, pois produzindo muito, além do emprego, óbvio, na produção, também criam-se muitas vagas no setor de serviços.

E, finalmente, não se preocupar com o que falam de nóis aqui embaixo. Cagar para as tais entendidas "agências classificadoras de risco". Cagar para a Europa. Cagar para a China. Cagar para os gringos e o FMI. Cagar para o planeta! Não precisamos de vocês. Nós também somos um continente! Bamo começar a se portar como tal!

Peculiaridades do emprego público

Agora que estou do lado de cá, embora ainda não onde queria, mas apenas como um mero funcionariozinho CLT de quinta categoria de uma empresa pública, vou listar algumas das peculiares características do emprego e do empregado público deste meu brazzzil varonil.
- Dos lugares nos quais trabalhei, é onde tem mais gente burra. Gente burra ao ponto de não entender piada, de não ter senso de humor. E burrice não depende de educação, nem de canudos. Burro é burro e não tem conserto.
- É uma creche de crianças mimadas, de 5 anos de idade mental, onde acontecem coisas do tipo: alguém botar um jaquetão e levantar a gola no pescoço, num calor de 27 graus, até ficar roxo de suor, só porque o outro disse que não é normal um ser humano sentir frio em temperaturas acima dos 22 graus.
- O gerente de projeto não faz reunião nunca, só pra não ouvir as verdades dos raros que tem coragem de falar.
- Metade das pessoas de um setor de tecnologia são"chefes", ou seja, estão grudados no saco de um outro qualquer acima deles em troca de uma "funçãozinha".
- Ser mandado pra uma merda de cidade a 2 mil km de casa, por um mês, recebendo esmolas de diária, pra fazer 5 cursos absolutamente inúteis e que poderiam perfeitamente ser ministrados à distância.
- Ganhar o pior salário da área, dentre todas as empresas públicas.
- Ser "representado" por um sindicato de chinelos ignorantes da categoria mais baixa de trabalhadores da empresa.
- Ser aprovado num concurso público com alto nível de exigência, pra trabalhar com salário menor do que todos os outros que nem de longe cumprem tais exigências e ainda ter que ouvir que "isso foi apenas um erro do edital".
- Ganhar 220 píla de diária (esmola) pra viver um mês, em hotel, na cidade mais cara do país (sendo avisado disso 3 dias antes) e, na volta, ouvir do tal gerente "mas tu pegou carro??!?!", "mas tu só ia em lugar vip!!" e "nesse caso, tu tem que te adaptar..."

... muito mais, em breve...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Como são elaboradas as provas de concurso

Como bom concurseiro inútil que sou, neste post vou contar pra vocês, meus 3 leitores, como são elaboradas as provas de concurso público nesta republiqueta das bananas, pátria amada, adorada, brazzzil. Vamos tomar como exemplo a FCC (Fundação Copia e Cola), cujas provas é onde mais se nota a falta de qualquer noção sobre qualquer coisa dos eminentes gênios intelectualóides da banca examinadora.

Ato 1: Escolhendo o tema, para escrever o edital
Eminente gênio intelectualóide que não sabe nada sobre porra nenhuma (E.G.I.): - Oi, tudo bom, me diz aí um desses negócio que tu mexe?
Gerentinho de suporte técnico instalador de windows loser (G.S.T.): - Como assim?
E.G.I.: - Um desses negócio aí da moda que vocês vivem falando, nunca aplicam em nada e o TI segue esta baderna desde o tempo do CP500...
G.S.T.: - Como assim?
E.G.I.: - Diz aí um negócio que seja o bleeding edge da tecnologia...
G.S.T.: - Ah, uma metodologia importantíssima da grande área de suporte técnico?
E.G.I.: - É, pode ser...
G.S.T.: - ITIL versão 3 é a mais mudéuna metodologia de organização do suporte técnico, objetivando a...
E.G.I.: - Isso, isso, obrigado, tchau.
E.G.I.: - Nerds... hmpf.

Ato 2: Escolhendo o assunto, na biblioteca
E.G.I.: - Oi, tudo bom, me dá um livro sobre ITIL versão 3?
Bibliotecário estagiário loser (B.E.L.): - Tem o código?
E.G.I.: - Que código?
B.E.L.: - O código do livro, consulta ali naquele terminal...
E.G.I.: - Não preciso disso! Me dá um livro sobre ITIL versão 3 e pronto. Vai lá na prateleira e pega e me traz, oras.
B.E.L.: - Desculpe senhor, um momento senhor.
E.G.I.: - Gentinha insolente esses estagiários...
B.E.L.: - Aqui estão os 5 livros da versão 3, qual o senhor quer?
E.G.I.: - Qualquer um, não importa... Me dá esse ai que tem essas estrelinhas na capa, com o nome do seriado que eu gosto (CSI).
B.E.L.: - Pronto, aí está. Devolve em 5 dias.
E.G.I.: - Hmpf.


Ato 3: Elaborando a questão
Exclusivo!!! Consegui filmar um E.G.I. da FCC no momento em que elabora a questão!!! Veja vídeo do iútúbiú!!!


Ato 4: Questão pronta
Gera informações para o


I. Financial Management for IT fazer a contabilização de gastos sobre os ativos de TI;
II. IT Service Continuity Management considerar os componentes no plano de continuidade de TI;
III. Availability Management levantar riscos relacionados à disponibilidade.


Trata-se do sub-processo ITIL v.3
  ()  a) Capacity Management.
  ()  b) Service Level Management.
  ()  c) Configuration Management.
  ()  d) Problem Management.
  ()  e) Service Level Agreement.

Ahhh, pronto... Como eu sou eficiente... Posso voltar pra minha paciência Spider?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os ciclistas e governo das minorias

Hoje fiz uma caminhada na avenida Ipiranga, de cerca de três quilômetros, na hora de pico de trânsito da manhã (8h) para poder constatar a utilidade da tal idéia dos gênios do planejamento urbano e de tráfego de implantar ali uma ciclovia. A conclusão da minha observação é de que se trata, mais uma vez, de uma obra do governo, feita com o meu, o seu, o nosso ca$calho, que vai beneficiar uma pífia minoria. Não concordou? Ficou putinho porque eu não estou babando o ovo dos ciclistas? Pois bem, vamos aos fatos.

Em 3 km de caminhada, tomando como ponto central o cruzamento com a rua Vicente da Fontoura, contei:
- 37 ônibus
- 6 ciclistas, dos quais:
   - 3 na via
   - 3 na calçada
   - 0 na trilha lateral ao Dilúvio

Como eu sempre primo pela velha e boa lógica, como não concordo com essa atual descarada politicagem governamental de atender só às minorias, como acredito que seja possível resolver um problema que afeta a ampla maioria com proporcionalmente pouco recurso a mais e como espero (fervorosa, mas utopicamente) que a maioria pagante de imposto algum dia tenha um mínimo de coragem para não aceitar ser feita de palhaço e levante contra os abusos - embora organizadamente e propondo soluções efetivas - seguem duas propostas minhas, desenhadas de forma que até um analfabeto funcional entenda:

OBS: CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA NO TAMANHO ORIGINAL

OBS2: PRA QUEM NÃO ENTENDEU, EU SIMPLESMENTE CORTEI E COLEI NAS FOTOS DA IPIRANGA OS CORREDORES DE ÔNIBUS TAIS COMO SÃO NA PROTÁSIO, COM O MESMO NÍVEL DE ZOOM DO MAPA DO DEUS GOOGLE (aquele que vê tudo e sabe tudo), SEM MEXER NA PISTA NEM NO MALDITO CANAL FEDIDO QUE TANTOS ADORAM (só os que não moram perto dele)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Inconcebível", mas ideal...

Estudando minhas "generalidades", me deparei com uma pérola, de autoria de um dos gênios da administração pública, que vale a pena transcrever (e comentar, obviamente):

"Plano Plurianual (PPA)
De duração de 4 anos, o PPA estabelece, de  forma regionalizada, as Diretrizes, Objetivos  e Metas  (DOM) para  as despesas de  capital  e outras  delas  decorrentes  e  para  as  relativas  aos  programas  de
duração continuada. O PPA deve ser enviado ao Congresso Nacional até  o  dia  31/08,  sendo  devolvido  até  o  dia  22/12  para  sanção presidencial.
Sua  vigência  não  se  confunde  com  o  mandato  do  Chefe  do  Poder Executivo. A explicação é bem simples. Se acompanhasse o mandato, o  PPA  teria  que  ser  enviado  por  um  candidato  para  poder  viger  no primeiro ano do seu governo. Isso é inconcebível. Além disso, a idéia é garantir a continuidade dos projetos."

Ora, caríssimo autor intelectualóide, na minha inútil visão, qualquer um que dê um mínimo de tutano para o assunto e prime pela boa e velha lógica, deve chegar a uma conclusão muito parecida com a deste inútil que vos bloga.
O PPA devia ser requisito obrigatório pelos candidados à presidência e registrado no TSE e no TCU, pelas simples e lógicas razões:
1) A pífia minoria da escumalha que se importa em quem vota, deveria saber o que seu candidato vai fazer.
2) Um plano registrado, ao contrário de promessas eleitoreiras televisivas vazias, pode ser efetivamente cobrado.
3) É um jeito adequado de gastar uma pequena parte dos milhões de reais que hoje só são investidos em ações marketeiras numa campanha.
4) Obrigaria o candidado, ou pelo menos a equipe dele, a saber o que está acontecendo de verdade nesta republiqueta, investigando o PPA do governante atual e suas partes eficientes e deficientes.
5) Limitaria o eleito quanto às suas loucas pretensões de gastos ou economias. Como exemplo recente, o tal corte de 50 bilhões no orçamento que a Dilma está querendo.
6) Reforça a posição de oposição/situação, em comparação ao que o governo corrente está fazendo/pregando, já que o novo governante não precisa "dizer amém" por um ano inteiro ao PPA do anterior.
7) Afirma a posição do parlamento eleito no mesmo pleito, junto com o presidente, visto que o plano deveria ser submetido à aprovação do Congresso, no início do novo mandado, para ter efeito de lei.

Mas... sinceramente... conhecendo a nossa realidade política, viajei para o mundoperfeito.com.br não é mesmo?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

It's NOT (rocket) science

Embora a quase totalidade de pessoas que conheço discorde, a minha reles opinião, enquanto tecnólogo, sempre foi a de traçar linhas divisórias claras entre ciência, generalidades, artes e inutilidades. Como de costume nesse inútil blog, não podem faltar definições e exemplos:

- CIÊNCIA: Áreas do conhecimento humano que produzem resultado prático, baseado na observação, na invenção, na permanência temporal e na lógica incontestável. Requer concentração, concisão, dedicação, treinamento, insistência e inteligência.
Exemplos: a invenção do telefone, a formulação da teoria da gravidade, a viagem espacial, a escrita de um sistema operacional, a observação da evolução das espécies.

- GENERALIDADES: Áreas do conhecimento humano que produzem resultado teórico, baseado no próprio conhecimento humano abstrato, temporal e pessoal. Requer subjetividade, percepção e interpretação da realidade e prolixidade.
Exemplos: teorias de administração de pessoas, teorias do direito, vertentes políticas, previsões, análises de tendências e outras metologias relacionadas, padrões éticos comportamentais.

- ARTES: Áreas do conhecimento humano que produzem resultado prático, baseado no próprio conhecimento humano abstrato e pessoal. Requer percepção, estética, criatividade e introspecção.
Exemplos: música, pintura, escultura, dança, teatro, cinema, poesia, literatura de ficção.

- INUTILIDADES: Áreas do conhecimento humano que não produzem resultados tangíveis - nem práticos úteis, nem teóricos válidos. Requer ociosidade, esperteza e senso de oportunidade.
Exemplos: religiões, doutrinas, filosofias.

Mas onde este inútil quer chegar com isto? Nos próximos posts "estarei tergiversando" sobre alguns assuntos na minha atual área de estudo - a de Generalidades -, portanto fiz questão de esclarecer como defino a classificação das grandes áreas do conhecimento humano. Notem que, bem aqui, temos mais um exemplo das generalidades, pois cada um pode estabelecer sua própria classificação.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gato por lebre

Não é segredo pra ninguém que brazzzileiro é trouxa. Submisso macaquito "copycat" (como eles mesmos diriam) dos rabos gordos americanos. Tampouco é segredo que brazzzileiro adora comprar coisas. Coisas que aqui nestas terras tupiniquins custam várias vezes (tanto em valor proporcional à moeda, quanto, em geral, mesmo em valor absoluto).
Ora pois, pois neste post exemplificarei com um dos produtos que, nas últimas décadas, caiu na preferência nacional. Até da ralé. Parcelado em 72x. Vamos ver no que vai dar quando essa gente toda começar a parar de pagar as prestações... Importante notar que vou citar só os carros da ralé, da escumalha... Nada de Ferraris, Astons, Rovers, Jags, BMs, Lambos e similares. Isso não é nem nunca vai ser pra nóis aqui do andar de baixo.
Além disso, vou ignorar também os pseudo-importados RENAULT, PEUGEOT, CITROEN, NISSAN, HYUNDAI, KIA, HONDA, TOYOTA pelos seguintes motivos:
1. a acachapante maioria do mercado automotivo (mais de 80%) brazzzileiro é dos tais "4 grandes" analisados, o que só corrobora a minha teoria que meus infelizes conterrâneos brazzzucas não entendem xongas de carro
2. a maioria desses carrinhos aí dos citados é totalmente fora de preço, em geral mais de 100% dos valores praticados nos seus países de origem, mesmo considerando a conversão de moeda
3. quase todos esses citados usam a tática de produzir no terceiro mundo, espalhando suas linhas de montagem de modelos específicos ao redor do mundo, mas ao mesmo tempo tentam vender a "origem" do carro (ex. japoneses mexicanos da Toyota)
4. a maior parte das marcas citadas nem se presta a trazer uma linha minimamente completa de veículos, adotanto a tática do "tá vendendo esse? deixa só esse então, pra que arriscar..."
5. nós brazzzucas temos preconceito com coisas novas
6. os tais fabricantes citados (assim como os chinesinhos genéricos) não se dão conta de que o único jeito pra vencer o preconceito do brazzzileiro é cobrando bem menos

Lebres
Aqueles veículos que têm seus modelos iguais aqui e lá fora. Embora capados da metade dos acessórios e pelo triplo do preço, o comprador tem, pelo menos, a felicidade de cair no mais novo truque marqueteiro do tal "modelo mundial".

VWFORDFIATGM
New BeetleNew FiestaBravoMalibu
EosFusion500Camaro
TiguanEdge

Touareg


Passat








Gatos
São aqueles modelos "exclusivos" do meu brazzzil varonil. Custam caro como qualquer outro carro e ainda proporcionam ao consumidor aquele "feeling vintage" (ah, os marqueteiros...).
Os gatos podem ser classificadas em algumas sub-categorias, sendo que um determinado modelo pode pertencer a mais de uma delas, alcançando o máximo lucro para as gigantes automotivas (coitadas, sempre à beira da falência... são tão desapegadas que vendem carro mesmo tendo prejuízo) e o máximo de enganação dos trouxas.

Fora de linha: aqueles que o modelo foi atualizado lá fora, mas mantido aqui dentro

VWFORDFIATGM
JettaNew FocusPuntoZafira
PoloRangerDoblóMeriva

F-250















Muito fora de linha: modelo desatualizado duplamente ou mais, ou seja, lá fora está à venda a segunda, terceira ou quarta atualização lançada do modelo em relação ao que está à venda aqui

VWFORDFIATGM
GolfFocus
Corsa

Fiesta



















Totalmente fora de linha: modelo que não existe mais lá fora e segue vendendo aqui

VWFORDFIATGM
BoraKaMilleVectra


StiloAstra


LineaS10



Omega



Blazer






Nomes trocados: renomeados descaradamente para parecer melhor ou fingir estar em outra categoria

VWFORDFIATGM


LineaVectra GT






















Frankensteins: remodelagens brazzzucas que não são vendidas fora em geral, cara de um, corpo de outro e de péssimo gosto estético

VWFORDFIATGM
GolfKaUnoCorsa

RangerIdeaClassic



S10



Agile










Genéricos: chinesinhos malditos e seus carrinhos clones genéricos de plástico PET, a preço "muito atrativo" para os brazzzileitors trouxas (1% abaixo dos concorrentes)
CHANA, SSANGYONG, EFFA, LIFAN, CHERY, CM AUTO (antiga ASIA MOTORS), BRILLIANCE, GEELY, GREAT WALL, DONGFENG, SAIC, JINBEI, SHENYANG

Exclusivos: coisas toscas que só existem por aqui (e em outras republiquetas terceiro-mundista similares)

VWFORDFIATGM
Gol 5EcosportFiorinoCaptiva
Gol 4KaMilleAgile
SpacefoxCourierPalioCelta
Parati
SienaClassic
Saveiro
StradaMontana
Voyage

Prisma


Uma outra distinta classe de carros, que fica fora da classificação gato-lebre é a dos que não tem aqui. Não tem e ponto. Ou não parece intere$$ante para a marca importar ou a marca não quer nem saber de brazzzil, afinal aqui a gentalha não entende nada de carro mesmo e não gosta de ter opção. Só pra exemplificar:

VWFORDFIATGM
SciroccoEscapePandaAgila
RoutanExplorerQuboAveo
Beetle CabrioMustangSediciInsignia
TouranTaurusCromaCruze
CaddyF-150MultiplaEquinox
PhaetonFlexGrand Punto
Impala


Aguardo sugestão-comentário dos inúteis leitores para complementar o preenchimento das tabelas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Profissão -> \dev\null


Hoje caiu-me uma ficha que eu estava relutando para não deixar cair. A ficha que eu nunca mais vou conseguir trabalhar na minha profissão. A ficha do ponto final da minha (não regulamentada, livre para todos) carreira de informático.
Essa ficha caiu após mais uma formidável desconversada que levei, semana passada, de uma genial moçoila do RH de uma das imensas multinacionais instantâneas de três anos de mercado do setor de TI. Como faz tempo que não se postam transcrições de diálogos por aqui, segue:

Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Oi, tudo bom, eu sou a ... da ... e encontrei um currículo teu bla bla bla e queria conversar bla bla bla oportunidade bla bla bla para te conhecer melhor e bla bla bla se tu tiver um tempo agora bla bla bla... (os gerúndios ficam todos subentendidos nos "bla bla bla", pois eu não "vou estar transcrevendo" a imbecilidade da interlocutora na íntegra)

Eu, inútil:
- Podemos falar.

Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Então, temos a oportunidade bla bla bla e vi no teu currículo bla bla bla experiências em bla bla bla tu considera apto para essa oportunidade bla bla bla se tem interesse em bla bla bla processo seletivo bla bla bla...

Eu, inútil:
- Sim, tenho interesse.
(Na real não tinha interesse nenhum na tal "excelente oportunidade", pois pra mim chegou dessa vidinha de garoto de programa. Se é pra ficar na área eu quero "algo mais".)


Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Então (nova figura de linguagem da moda), me fala mais sobre teu trabalho na bla bla bla e como tu enfrenta situações bla bla bla e que tecnologias usou bla bla bla...

Eu, inútil:
(Repito o que está escrito no CV e lembro da tal suposta estatística que indica um analfabetismo funcional de mais de 70% dos ditos alfabetizados brazzzileiros.)

Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Ah, mas tu saiu da ... em ... do ano passado? Está certa essa informação? E o que tu fez desde então?

Eu, inútil:
- Como eu fui demitido, me mudei e fui morar a 400 km de distância de qualquer possibilidade de emprego, fiquei estudando e fazendo concursos.


Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Mas e como tu fez para te manter atualizado na tua área?

Eu, inútil:
- Estudando e fazendo (e passando também, mas isso não interessa) só para concursos da minha área.

Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Mas quais tecnologias tu focava? (mais uma "tendência" ditada pelo mercado de TI é a de só se interessar por quem "domina a tecnologia X versão N.NN", não importando se o cara tem estudo, 10 anos de experiência e milhas e milhas de estrada na bagagem)

Eu, inútil:
- Focava no que mandava o edital, mas, em geral, estudei muito bla bla bla... (citei as tais tecnologias da moda, que também estão na moda pros concurseiros)


Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Mas nesse período tu fez alguma coisa de prático? Participou de algum projeto? Algum grupo de software livre? Criou algum software teu?

Eu, inútil:
- Não. Mas nas minhas experiências...
(abruptamente cortado pela interlocutora)


Moçoila do RH da megamasterblaster multinacional transgalática de TI:
- Ah, então tá. Bom, eu vou bla bla bla tuas informações bla bla bla te dou retorno ainda essa semana bla bla bla.

Como podem ver na transcrição, se o inútil passou um ano e pouco fora do mercado - mesmo que involuntariamente e mesmo que tenha ficado estudando as atualidades da área - tá fudido. Tá acabado. Não sabe mais nada de porra nenhuma. Deve ter tido um alzheimer ou ficou caduco, esclerosado, pois apagou completamente os 15 anos de estudo e 10 de carreira. Não serve mais. Que vá fazer outra faculdade. Que vá trabalhar como catador de papel. Ou vendedor.
Desnecessário mencionar que não recebi e nem tenho a menor possibilidade de receber sequer um retorno negativo da tal.
Pois bem, senhores. Este é o cenário em que vivemos. Conforme já postado aqui anteriormente, "a era do descartável". A minha validade expirou. E eu fui pro lixo. Junto com tudo que eu estudei, aprendi e fiz nesses 20 e uns anos de área (sim, eu comecei nessa bagaça com os programinhas em basic nos clones de TK85, num longínquo ano de 1989). Agora sou um estorvo. Só sirvo para aterro. Não reciclável.
 

sábado, 27 de novembro de 2010

Os piores motoristas do mundo

Inspirado por um tal seriadinho reality enlatado lá dos rabos gordos americanos, intitulado "Americas Worst Driver", e como bom inútil que sou, decidi fazer um ranking dos piores motoristas do mundo, baseado única e exclusivamente nas minhas próprias andanças por este mísero planetinha que bóia na sopa de um vogon num restaurante no fim do universo. Ops... divagações nerdmáticas... Vamos ao ranking:

1o. lugar: Argentinos
Disparados os piores motoristas do mundo. São mal educados, apressadinhos, manetas, xingões, donos do universo, enfim, argentinos...

2o. lugar: Gaúchos
Perdem por muito pouco para os argentinos, pois têm os mesmos comportamentos. E nunca estão errados. E não tenta trocar de pista na frente dum gaúcho porque, pra ele, isso é pior ofensa que xingar a mãe.

3o. lugar: Uruguaios
Apenas mais uma das infindáveis semelhanças com seus vizinhos desta nação sem personalidade. E também é o lugar onde mais se vê gente dirigindo sucatas que não servem nem pra desmanche.

4o. lugar: Catarinenses
Além de metidos a machinho, são os vencedores disparado no quesito "manetas". Nunca sinalizam nada, não conhecem o conceito "retrovisor" e pensam que todos seus carros tem 10m de comprimento.

5o. lugar: Paulistas
Pressa! Pressa!! Muita pressa! Correm feito loucos em qualquer espacinho, para serem os primeiros a chegar no congestionamento e poder passar as próximas horas trancados e estressados.

6o. lugar: Italianos
O que acontece se estraga a buzina do carro de um italiano? Abandona o carro e sai a pé. Pra eles, esse acessório é mais importante que o motor. Buzinam pra absolutamente tudo e todos. E, ainda por cima, muitos buzinam e xingam.

Agora, só os 3 melhores, pra não dizerem que só meto o pau...

1o. lugar: Alemães
Respeitam as leis de trânsito e têm as autobahns. Qualquer povo que tenha auto-estradas sem limite de velocidade sabe o que tá fazendo atrás do volante...

2o. lugar: Franceses
Respeitam tanto as leis de trânsito ao ponto de serem desagradáveis. E se tu faz uma simples cagadinha, eles se dão ao trabalho de parar no "seu puliça" mais próximo e te dedurar!

3o. lugar: Brasilienses
É incrivelmente fácil dirigir na terra dos candangos. Respeitam as leis de trânsito e são educados, sinalizam, não aceleram de propósito quando tu precisa trocar de pista, cuidam os pedestres. Só não são muito amigos dos espelhos e as ruas lá tem pardais a cada 300m, de 50 e 60km/h intercalados, só pra complicar.

sábado, 21 de agosto de 2010

Votar direito é impossível

Como bom inútil que sou, hoje me prestei a gastar meu inútil tempo e entrar na página do TSE para começar minha busca por candidatos, tentando obter informações pessoais e políticas sobre os referidos. Tamanha minha frustração ao chegar à conclusão que, nesta republiqueta, votar direito é impossível. Seguem minhas razões, cujo embasamento se dá exclusivamente pela minha própria experiência, portanto nem perca tempo tentando contestar dados ou informações:

- 99% dos candidatos não tem página, blog, tuíter, facebook, orgurt, ou nenhum outro meio internético de comunicação. Isso é ridículo, tanto por ser um meio muito óbvio, principalmente para os jovens, quanto barato, especialmente para aqueles que já previram orçamentos razoavelmente altos para campanha.

- A imensa maioria dos candidatos, dos quais se consegue alguma informação na inter-rede, não é claro sobre suas propostas, preferindo os chavões às proposições concretas. Exemplos? Claro, claro... "Moralização da política", "desenvolvimento da região", "dar um basta à roubalheira", "assistência aos aposentados", "democratização", et cætera.

- 50% dos sites dos partidos não têm informações decentes (úteis, políticas, exatas, comprováveis, pormenorizadas) sobre os seus candidatos.

- O site do TSE é bastante extenso em dados, mas as tais "informações estatísticas" dos candidatos não permitem muitas opções de pesquisa (que são ao mesmo tempo úteis e simples de oferecer, pois já se têm os dados).

-  A imprensa só divulga quem a ela interessa (ou intere$$a, como preferir). Portanto, não adianta basear o voto "em quem tá na mídia".

- A grande maioria dos candidatos OMITE DESCARADAMENTE suas posses para o TSE. Ora, podem me condenar por chamar alguém de MENTIROSO, mas não sou BURRO ou INGÊNUO para acreditar que uma pessoa que declare ter uma casa financiada (metade no nome do cônjuge), um carro popular velho e uma conta de R$ 5.000,oo, vá ter à sua bel disposição DOIS MILHÕES para torrar na campanha.

- A quase totalidade dos candidatos DISTORCE DESCARADAMENTE suas ocupações para o TSE. Ora, eu NÃO ACEITO que alguém se diga "administrador" ou "jornalista" enquanto sua formação é "ensino médio incompleto"; não me importa se essas profissões são regulamentadas ou não.

- Ao que me parece, muitos candidados não dão a importância devida aos ideais do partido ao qual são filiados e aos reflexos disso sobre seu eleitorado. Eu, enquanto ser pensante, tenho minhas opiniões, conceitos e mesmo alguns preconceitos. Por exemplo, não voto em candidatos de algum partido que tenha "Cristão" no nome, já que sou ateu desde 1989, e, ao mesmo tempo, não voto em ninguém que venha de siglas ou coligações que usem o termo "Comunista", pois penso que esse sistema nunca funcionou - pelo menos assim a história me comprova.

- Os geniais marqueteiros deveriam direcionar melhor seus esforços de publicidade (conforme o público alvo do candidado, claro) e focar em divulgar seus feitos, ao invés de simplesmente exaltá-lo, santificá-lo. Como eu não conheço pessoalmente nenhum candidato, não posso validar suas qualidades nem imputar seus defeitos, apenas formar uma opinião através do dados que consigo ter acesso. Portanto, se eu não encontro informação minimamente útil sobre alguém, não voto.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A velha e boa lógica
continuação do post Perguntas / perguntinhas

Concordando com a opinião e em agradecimento ao meu leitor Monsieur Fixxxer, único que se prestou a responder, segue o post relativo às questões anteriormente propostas.

Pois bem, postei aquelas perguntas, às quais suspeito que a ampla maioria das pessoas pensantes responderia de maneira muito similar, apenas para mostrar mais uma das absurdas facetas desta nossa republiqueta, pátria amada, idolatrada, o meu Brazzzil varonil. Apenas como complemento narcisista, incluo citação de minha própria autoria: "Aqui, nesse país, absolutamente tudo tá errado. Sem exceções." [2x2eh4, 2003].
No que toca ao processo seletivo para contratação de servidores públicos, as eminentes e respeitáveis comissões organizadoras de concursos, em geral, adotam como regra exatamente o contrário do senso comum, da lógica e da unanimidade. Como eu amo exemplos, descrevo, fazendo referência às perguntas, o atual formato de processo seletivo seguido pelo CESPE (Centro de Seleção e Promoção de Eventos, instituto vinculado à UnB), nos certames por si organizados:

1) a)
Como "a moda não incomoda" e agora ABSOLUTAMENTE TODAS as banquinhas concursíficas decidiram aplicar questões dissertativas em ABSOLUTAMENTE TODAS as provas para quaisquer que sejam os cargos, não poderia o CESPE ser diferente e adotar uma postura minimamente lógica na correção de tais.
De acordo com as regras de correção das questões dissertativas, prolixa e ambiguamente especificadas em seu próprio site, o CESPE adota o método "se ninguém atinge exatamente o patamar literato por nós exigido, ninguém aprova". Como exemplo do exemplo temos o concurso anterior do TCU (em 2009), no qual foram "aprovados" pelo CESPE candidatos em quantia igual à metade do número de vagas disponíveis.

Resumindo, ao invés de contratar os X menos piores, o nosso governo prefere não ter o serviço feito.

2) a)
Os senhores professores do CESPE, em uma manobra genialmente ridícula, de algum tempo para cá também decidiram adotar a regra de "uma questão que o candidato erra, anula uma de suas respostas certas" na correção das provas objetivas, tradicionalmente formadas unicamente por questões do tipo "certo ou errado", onde já era regra a inclusão descabida de "pegadinhas linguísticas" no claro intuito de induzir ao erro o inútil concurseiro-estressado-fudido-cansado-de-estudar-idiotices-que-não-tem-nada-a-ver-com-seu-cargo. Em decorrência disso, o candidado não pode tentar responder uma questão sem ter em mente a punição resultante de eventual erro.
Na minha inútil interpretação, isso é o mesmo absurdo que adotar como verdade absoluta o fato (por exemplo), para um cara que é especialista em mecânica quântica, que ele instantâneamente passa a desconhecer uma lei básica da Relatividade de Einstein, única e exclusivamente por ele não saber o funcionamento da embreagem de um carro, útil só na mecânica de automóveis.

Então, em menção à questão original, o nosso governo prefere alguém que ficque de braços cruzados, assistindo ao incêndio, àquele que tenta, mesmo que sem muito sucesso, salvar alguma coisa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Perguntas / perguntinhas

Tá, eu sei que ninguém lê esta merda, mas, de qualquer forma, antes de escrever sobre um assunto, quero propor duas perguntinhas...

1) Considerando que tu vai contratar alguém para fazer alguma coisa para ti (que tu não pode fazer) e que várias pessoas se prontificaram, mas nenhuma é capaz de atingir o teu nível de exigência para a tarefa, o que tu faz?
a) Não contrata ninguém e fica sem fazer o que tu precisa
b) Contrata o menos ruim, aceita as limitações do cara e até tenta dar uma ajuda, mas pelo menos o serviço fica feito

2) Considerando que tu já contratou alguém para fazer alguma coisa para ti, mas surge uma urgência (que tu não pode atender e o contratado não sabe resolver), tu prefere que esse cara
a) Não faça porra nenhuma, fique de braços cruzados olhando o incêndio
b) Tente fazer alguma coisa, mesmo que dê errado

Leitores, se vocês existirem (duvideodó), postem comentários acerca...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lei do Concurso e do Cargo Público

Embora nesta republiqueta das bananas, pátria amada, idolatrada, o meu Brazzzil varonil haja lei para praticamente TUDO, sempre me causou estranheza a falta de normatização desse tema tão fundamental para o serviço público. Pelo menos neste post, não vou discutir os porquês (junto e com circunflexo) de tal vazio legal; somente propor minha listinha de regras utópicas do mundoperfeito para disciplinar desde a criação dos cargos, passando pelo certame em si e indo até o estatuto do servidor público.

1. A CRIAÇÃO DO CARGO PÚBLICO

- Proibição por lei da criação de cargos (que, por sua vez, devem estar previstos na Lei Orçamentária Anual) no último ano do mandato dos cargos eletivos do poder ao qual o órgão se submete. Por exemplo, não se podem criar cargos no Ministério de Minas e Energia no último ano do mandato do Presidente da República. O intuito desta norma é o de inibir a politicagem com criação de cargos em ano eleitoral e, também, evitar a passagem do problema do estouro das contas com pessoal para a próxima gestão.

- Criação de uma lista, específica e sem exceções, de atividades que possam ser contratadas de forma terceirizada, obedecendo somente as regras da 8.666 (lei das licitações e contratos). Nesta lista só devem conter atividades explicitamente desconexas com o negócio público, como, por exemplo, limpeza e conservação, segurança e vigilância, transporte, gráfica, fornecimento de suprimentos de consumo. Importantíssimo excluir em definitivo, dessa possibidade, todo o serviço de TI invariavelmente necessário à prestação do serviço público. Por exemplo, o SERPRO precisa ser tornado ÓRGÃO PÚBLICO, contratar pessoas exclusivamente estatutárias (terminar com CLT, subcontratados e temporários) e através da "lei do concurso", visto que a Receita Federal NÃO FUNCIONA sem os softwares e serviços providos pelo tal. Mais um exemplo: absolutamente nenhum órgão, nos dias atuais, consegue prover atendimento público sem uma rede de computadores em pleno funcionamento.

- Definição clara de um conjunto de possibilidades para contratação "temporária" e extinção, de uma vez por todas, com o conceito de "cargo em comissão", exonerando os ocupantes atuais. As possibilidades de contratação temporária devem estar restritas a situações normalmente imprevisíveis, como catástrofes, ou notadamente temporárias, como eleições, e temporalmente limitadas ao atendimento destas.

- Extinção dos estagiários no serviço público. Se a necessidade de pessoal é comprovadamente temporária, visto que o contrato de estágio tem data para terminar, contrata-se como temporário.

2. AS REGRAS DOS CONCURSOS

- Eliminação da regra estúpida e inútil que proíbe somente nomeações nos seis meses em torno das eleições. Ora, se o cargo foi criado de forma lícita e o processo seletivo foi concluído, não faz a menor diferença de quem é a assinatura no documento da posse do servidor.

- Extinção dos concursos para "formação de cadastro reserva". Conforme post anterior, a boa lógica diz que se há motivo para justificar o processo seletivo, então devem haver selecionados a contratar.

- Homologar exclusivamente comissões ligadas às instituições públicas de ensino como organizadoras de concursos, como, por exemplo, CESPE, FAURGS e ESAF, respeitando suas áreas de especialidade e localização geográfica. Com isso acaba o oba-oba do favorecimento, das contratações de incompetentes absolutos e os problemas legais e financeiras decorrentes.

- Tabelamento de tarifas por nível de exigência das provas de forma a tão somente cobrir os custos de confecção/divulgação, impossibilitando a intenção arrecadatória do processo e ampliando o acesso de participantes. Concurso público é um processo de seleção de pessoal e, como tal, deve ter proibição legal contra seu uso como forma de arrecadação pelo Estado. Um exemplo de taxas justas: R$5,00 para provas de nível fundamental, R$10,00 para provas de nível médio, R$15,00 para provas de nível técnico, R$20,00 para provas de nível tecnólogo, R$25,00 para provas de nível superior.

- Extinção de todo o tipo de diferenciação na avaliação ou reserva de vagas. O cargo no serviço público não pode e não deve servir como meio de prestar assistência social a determinados grupos populacionais.

- Normalização das regras de avaliação, evitando excessos (para muito ou para pouco) nas exigências de conhecimentos para cada cargo. Como exemplos, um "Desenvolvedor de Software" NÃO PODE ser cobrado por conhecimentos em Segurança de Redes, da mesma forma que um "Analista de Suporte Técnico" NÃO TEM QUE SABER gerenciar projetos com PMBOK 4.

- Criação de uma classificação única para avaliação das titulações, através de pesos baseados na importância do título em relação ao cargo. Por exemplo, o peso de uma certa titulação Cisco para um cargo de "Analista de Redes" é 2, enquanto para um cargo de "Desenvolvedor WEB" pode ser 0,2.

- Quantificação populacional mínima para as cidades onde serão realizadas as provas dos concursos em nível estadual e nacional, com o objetivo de facilitar e democratizar o acesso do candidato ao cargo. Desta forma, por exemplo, todas as cidades com mais de 150 mil habitantes obrigatoriamente sediam provas para concursos de órgãos da União e as com mais de 50 mil habitantes sediam provas de órgãos no próprio Estado. Além disso se deve tornar obrigatória a realização de provas nas mesmas cidades para as quais existam vagas.

3. O ESTATUTO DO SERVIDOR

- Indexação única nacional para correção de todas as tarifas e contratos, em todas as esferas dos poderes do governo, e aplicação deste índice também no reajuste anual dos servidores. Isso acaba com a inútil complicação matemática provocada pelas dezenas de índices atuais e suas minúcias de cálculo. Por exemplo, o IGP-M pode ser adotado para correção justa e anual de TODAS as obrigações entre cidadãos e governo, em ambas as direções.

- Classificação dos cargos e fixação da remuneração para cada um, indiferente do poder/órgão/estado. Para isso já existe uma solução pronta, que é a lista de profissões e sub-atividades utilizada pela Receita Federal no Imposto de Renda, bastando apenas tornar oficial e obrigatória sua adoção. O resultado é a justa unificação de rendimentos e a normalização de responsabilidades de cada cargo, facilitando imensamente o gerenciamento de pessoal. Por exemplo, um Auditor Fiscal do TCU participa de processo seletivo idêntico, recebe exatamente o mesmo e tem responsabilidades iguais as de um Auditor Fiscal do TCE.

- Partindo da classificação uniforme dos cargos, definir uma política de plano de carreira sólida, coerente e baseada em avaliações de desempenho. Tais avaliações devem ser realizadas regularmente, por um departamento específico e centralizado de desenvolvimento de RH, com abrangência sobre todo funcionalismo de um determinado órgão (ou mais de um, se a similaridade de objetivos justificar) e desvinculado hierárquicamente dos servidores.

- Adoção uniforme de um índice de premiação por permanência no serviço público, focando a valorização do servidor ao longo do tempo. Por exemplo, pode-se utilizar um multiplicador sobre o salário a cada 5 anos, uma extensão de férias a cada 3 anos ou alguma combinação semelhante.

- Implantação do ponto eletrônico (e, de preferência, biométrico) em todos os órgãos, eliminando as "folhas de ponto" e impedindo abonos de faltas pelas chefias. Nos cargos onde não é imperativo o desenvolvimento das atividades em horário fixo, permitir ao servidor trabalhar em regime de banco de horas, limitadas dentro de uma faixa horária diária e com um mínimo e máximo semanal. Além disso, no intuito de enxugar a máquina administrativa e otimizar recursos, é imprescindível a unificação, em maior nível possível, dos departamentos e dos sistemas de pessoal.

- Criação de um novo sistema de aposentadorias, que proporcione contrapartida justa ao tempo de serviço do servidor. Como exemplo de regra, qualquer servidor (não importando o sexo) que se aposente com 30 anos de serviço público receberá proventos idênticos ao seu último vencimento e terá direito ao mesmo índice de reajuste, cessando apenas os acréscimos que poderiam vir da progressão temporal, do plano de carreira e de gratificações específicas, como adicional noturno. Para cada ano a menos de serviço público, pode ser descontado um percentual sobre o último vencimento, no caso do servidor ter atuado anteriormente na iniciativa privada. Além disso, elimina-se a injusta regra de limite de idade da aposentadoria, tanto mínimo quanto máximo, valendo somente o tempo de serviço formal total.

- Fixação de índices e especificação estrita dos direitos às gratificações, que só podem ser concedidas em casos óbvios (como adicional noturno, periculosidade, penosidade) ou como resultado da avaliação de desempenho. Outra medida cabível é a criação de concurso interno para acesso aos cargos de chefia, organizado e tabulado pelo departamento de desenvolvimento de RH, objetivando a eliminação de favorecimentos.
...
Bom, eu sei muito bem que nada disso vai acontecer nem nada vai mudar, pelo menos não para melhor, como nos últimos quase 30 anos que tenho acompanhado... Mas... Alguém bem que poderia começar, né senhores candidados do três de outubro?!?!?!?!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Violando o princípio da gratuidade...

Conforme assunto do post anterior, segue a notícia do UOL sobre a tal "gratuidade" e também o infográfico, retirado do referido site de notícias.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Porque concurso público para formação de cadastro reserva é ilegal

Como concurseiro, passo boa parte dos meus inúteis dias estudando a base legal desta republiqueta, pátria amada, idolatrada, o meu Brazzzil varonil. Por isso, "me sinto no direito" [SIC] de dar meu pitaco sobre o tema mencionado no título deste, vestindo a carapuça de doutorzinho de porra nenhuma, sem doutorado, sequer mestrado, gerador infinito de jurisprudência. "Bamo lá entonce", como se diz por estas bandas orientais do rio Uruguai.

O concurso público é um ato normativo (no caso, formado pelo Edital, que tem valor de norma por criar e regular o processo seletivo e as especificidades de classificação e admissão) do direito administrativo, derivado do dito "poder-dever de agir" do Estado, no sentido qual seja imperativa a contratação de servidores para o bom atendimento de um determinado serviço público. Desta forma, enquanto faltante no seu compromisso fundamental de atender ao interesse público por carência de pessoal, cabe à administração tomar providência para realização do concurso ou de contratação direta, comissionada ou temporária, conforme o caso previsto em lei.

Uma vez disposta a legalidade de se realizar concurso, é aceita universalmente, também, a classificação como ato normativo vinculado (ou seja, derivado do poder vinculado, inquestionável e não passível de decisão) a homologação do resultado de tal certame, que por sua vez produz - também sem possibilidade de contestação, negação ou falha - a obrigatória nomeação dos aprovados segundo as regras constantes no edital.

Ora, avaliando-se então a legalidade do ato administrativo de processo seletivo público para contratação incerta (discricionária, sujeita à decisão) de pessoal (ou seja, "concurso para formação de cadastro reserva"), temos as seguintes violações:

- princípio da moralidade: Considerado por alguns como sinônimo de probidade administrativa, tal princípio é violado pois há gasto do dinheiro público, com provisão orçamentária mas sem objetivo certo, que pode atingir grande vulto (dependendo do concurso chega-se facilmente às dezenas de milhões de reais, como por exemplo qualquer certame de abrangência nacional).

- princípio da eficiência: Tal princípio, que pode ser entendido pela correta relação custo x benefício do ato administrativo, é violado tanto para o administrador quanto para seus administrados, pois não há garantia de que o gasto estatal reverterá em mão de obra qualificada, tampouco que os aprovados obterão sua colocação empregatícia legalmente alcançada.

- princípio da continuidade do serviço público: Será violado se, na ausência de pessoal qualificado durante o prazo de vigência do concurso, o atendimento da necessidade seja restrito em quantidade ou mesmo em qualidade, segundo algumas interpretações.

- prerrogativa do poder vinculado: Conforme explanado anteriormente, a necessidade originária, o concurso, a homologação e a nomeação dos classificados são atos vinculados, não podendo estar sujeitos à decisão discricionária (vontade) do administrador.

- princípio da motivação: O fato administrativo (falta de pessoal) obriga (vincula) o administrador ao ato administrativo (contratação de pessoal). Como o vício de motivo/motivação é defeito não sanável, o ato administrativo de "talvez contratar pessoal" é ilegal, nulo e não pode produzir efeitos; caso já os tenha produzido, estes devem ser totalmente revertidos.

- princípio da razoabilidade: Traduz-se na obrigação do administrador em agir com equilíbrio e bom senso. Ora, não parece ser do senso comum dispender de milhões num processo que tem possibilidade concreta e, pior ainda, discricioária, de resultar em absolutamente nada.

- princípio da finalidade: Ligado ao princípio da impessoalidade, busca preservar o bem da coletividade em todo e qualquer ato do Estado. Nesse sentido, parece óbvio que não há finalidade lícita em autorizar o processo de seleção de zero funcionários.

- princípio da supremacia do interesse público: Também neste caso, não soa do comum interesse dos administrados a existência de tal processo, participantes ou não da seleção. Além disso, ainda pode-se imputar a violação deste princípio, bem como o da moralidade, caso haja suspeita de favorecimento da comissão ou entidade organizadora, enquanto único beneficiado.

- teoria da responsabilidade sobre atos administrativos, por ação: Decorre da teoria do risco administrativo, que postula a responsabilização do Estado por seus atos objetivos. Como não há culpa do administrado, neste caso, o Estado não pode lançar mão de atenuantes, devendo, pelo menos, a restituição do investimento ao candidato.

- princípio da gratuidade: Tendo em vista que a lei versa que todo processo administrativo deve ser isento de custas, ou, se cobrado deve, no máximo, igualar seu custo de expedição, pode-se considerar que todo e qualquer concurso público viola este princípio, já que a organizadora recebe verba do Estado e também cobra inscrição do candidato. Há controvérsias se essa dinheirama vai para o erário, para a organizadora, para o bolso de alguém ou uma combinação destas possibilidades. Em todo caso, um agravante perverso reside especialmente no caso onde o candidato, que dispende de seus recursos, é aprovado e não contratado.

- ausência de possibilidade de revogação de ato administrativo que gera direito adquirido: Conforme a legislação vigente, todo concurso público para provimento de cargos deve ter regras claras e objetivas de classificação e torna obrigatória a nomeação dos aprovados; em outras palavras, o candidato aprovado de acordo com as regras do certame adquire o direito àquela vaga no serviço público. Desta forma, o ato de criação de um concurso que desobriga nomeação e não quantifica aprovados não poderia produzir efeito legal.

Partindo do acima escrito, exposto e defendido por mim, podem-se embasar futuras petições, arguições, solicitações, reclamações, mandados, habeas, impugnações e todas as outras formas (inúteis) de tentar mudar uma das grandes verdades universais: "O Estado legisla no interesse do Estado." [2x2eh4, o inútil, 2010].

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Com a turma do Squidman no poder, não precisa criatividade...

Em meio a desgraça das contas públicas e as ameaças de cortes de 10 bilhões de estalecas no último orçamento do mandato da turma do Squidman - seguindo um velho hábito de "passar a pica pro aspira" -, semana passada nossos coronéis nos premiaram com mais um tapa na cara, para nos mostrar o quanto somos bundões, mesmo no ano em que temos o poder de mudar, através do voto (tudo bem, eu nem acredito nisso, mas... fica pra outro post).
Saiu em vários jornalecos da prensa marrom-com-tons-rosa-e-bolinhas-azuis brazzzileira:


"Governo cria, por decreto, esta semana, dois novos órgãos públicos: a AUTORIDADE OLÍMPICA BRASILEIRA e a EMPRESA BRASILEIRA DO LEGADO ESPORTIVO, com orçamento anual de 94,8 milhões de estalecas e criação de 496 vagas de contratação emergencial, sem concurso público." 

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Falta de criatividade

Quando a criatividade termina, a saída é o Ctrl+C, Ctrl+V.

CAPÍTULO 28

Um dos principais problemas em governar pessoas está em quem você escolhe para fazê-lo. Ou melhor, em quem consegue fazer com que as pessoas deixem que faça isso a elas.
Resumindo: é um fato bem conhecido que todos os que querem governar outras pessoas são, por isso mesmo, os menos indicados para isso. Resumindo o resumo: qualquer pessoa capaz de se tornar presidente não deveria, em hipótese alguma, ter permissão para exercer o cargo. Resumindo o resumo do resumo: as pessoas são um problema.
Então, esta é a situação que encontramos: uma sucessão de presidentes que curtem tanto as diversões e bajulações decorrentes do poder que muitíssimo raramente percebem que não estão no poder.
E nas sombras, atrás deles, quem governa? E quem poderia governar se ninguém que queira fazê-lo deveria ter permissão de exercer o cargo?

[ Extraído na íntegra de: O RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO - DOUGLAS ADAMS, 1980, ISBN 978-85-99296-58-5 ]

sábado, 1 de maio de 2010

Enquanto isso, na sala de justiça...

Primeiro de maio. Dia do trabalhador. Um dia depois do fim do prazo para declarar e pagar (só quem ganha "moointo") o que deve ao leão. Ano de copa. Ano de eleição... hmmm, até rimou...
Enquanto isso, num cantinho de 2cm x 2cm, sob o desimportante título de NOTAS, numa coluna central do rodapé da página 27 da Zero Hora, ao lado de um colorido anúncio de supermercado, a mais preocupante informação da edição toda, reproduzida abaixo na íntegra, com as impefeições textuais do seu anônimo inútil autor:

Contas públicas têm resultado negativo
O governo central registrou em março o segundo déficit do ano e o pior desempenho para o mês desde 1997. O resultado das contas do Tesouro, da Previdência e do Banco Central ficou negativo em R$ 4,6 bilhões, segundo o Tesouro Nacional. No acumulado do trimestre, as contas tiveram déficit de R$ 8,2 bilhões.

E ninguém se importa... Ou nem sabe do que se trata... Ê brazzzil...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Geradores infinitos de conhecimento inútil

Eu já devo ter mencionado por aqui que eu odeio invencionices, nacionalizacão de termos de outras línguas, distorção dos significados tradicionais das palavras e, sobretudo, acrônimos. Todavia, no mundo atual moderno contemporâneo, pós-internet em que vivemos podemos perceber, em todas as áreas do conhecimento, o crescente e irracional desejo por "novidade", por "metodologia", enfim, por produção de "conhecimento".
Inútil como sou, consigo reconhecer muito bem inutilidades em geral e, exemplificando, seguem algumas imbecilidades "mudéunas" da minha área de conhecimento:

Acrônimos
Não há, no universo conhecido, sequer uma viva alma da área de tecnologia que nunca usou um acrônimo. Embora às vezes úteis para encurtar uma explicação quando se tem consciência de que os envolvidos estão familiarizados com a terminologia, não deveriam ser usados em excesso, muito menos com único propósito de complicar, confundir ou "fazer boiar" o interlocutor em questão. Alguns exemplos:
- J* (JSP, JEE, JME, JRE, JFC, JNDI, JINI, JSON, JSF, JPA, JAXP, JAIN, JCVM, JCL, ...): O JAVA, linguagem de programação da moda, que serve para resolver todos os problemas existentes e futuros do universo, tem tantas siglas quanto expoentes gênios especialistas. Tanto uns como os outros servem exatamente para a mesma coisa: NADA, ou, digamos, criar (pseudo-)conhecimento para (pseudo-)"agregar valor" a uma enorme gama de (pseudo-)tecnologias que são, no fim das contas, vários jeitos de usar um mero C++ for dummies.
- *.net (ASP.NET, C.NET, OO.NET, VB.NET, ...): Exatamente como descrito acima, sem tirar nem por.
- *ML (XML, XAML, HTML, DHTML, PHTML, XHTML, MXTML, ...): Todo esse monte de nomes esquisitos servem, em última análise, apenas a um único propósito (mas bem disfarçado como muitas coisas completamente diferentes): criar estruturas para páginas web.
- *PM* e similares (ou seja, qualquer coisa que contenha "project", "management", "business", "intelligence", "administration", "knowledge", etc.): Os gurus da gerência de projetos tem orgasmos múltiplos com siglas, principalmente as maiores (uuuuiuuuuiuuui, como era graaande aquele acrônimo) e mais obscuras. Se acham seres humanos superiores e sua principal característica é a capacidade de gozar apenas pelo fato de citar algo que a escumalha não consegue entender (pelo menos não de imediato). Desejo do fundo do meu negro coraçãozinho que comecem a cruzar somente entre eles e que a evolução faça sua parte, levando-os à extinção.
- abertura e fechamento inúteis de comunicados inúteis, como PSC, RSVP, BR, TS, FYI, ATT, SDS, N-R,  THX, TIA, ASAP, TTYL, BFN, ...

Neologismos/estrangeirismos
Todo imbecil inútil pseudo-qualquer coisa que se preze não pode se expressar na sua própria língua, ou em nenhuma única língua qualquer, sem enfiar um ou outro. Como eles próprios, em geral, nem sabem o que isso significa, o estrangeirismo é uma das vertentes do embromation, na qual se criam palavras mal traduzidas para dizer coisas que poderiam perfeitamente ser expressas ou na língua original ou na que está dominando a conversa, enquanto o neologismo é a arte inútil de criar ou distorcer significados de termos para identificar ou relacionar certas coisas com pessoas ou outras coisas. Os exemplos, aqui no país dos macaquitos, obviamente são de palavras em inglês abrazzzileirado ou relacionadas à novidades vindas de lá, e vão junto com a explicação perfeitamente clara no velho e bom português: "debugar" (depurar), "mergear" (combinar), "upar" (enviar), "sharear" (compartilhar), "pêemebokado" (seguindo as regras do tal), "isopadronizado" (idem), "scanear" (digitalizar... ahm, um neologismo explicado com outro...), "pontocom" (sem comentários), "postar" (como blog não é correio, eu traduzo como publicar), "blogar" (publicar suas opiniões escritas no tal serviço), "webinário" (seminário com transmissão na rede mundial), "teleconf" (reunião com participantes remotos no viva-voz), "pagear" (enviar uma mensagem), "bipar" (enviar um aviso), "pingar" (idem), "eventualmente" (aquele com significado traduzido errado do termo em inglês, que lá significa "futuramente" enquanto o nosso seria "ás vezes"), "googlear" (fazer uma pesquisa usando tal mecanismo de busca), "tuitar" (escrever um textículo no tal serviço), "customizar" (personalizar, adaptar), "bê-dois-bê" ou "bítchûbí" (de uma empresa a outra), "startar" (inicar), "interfacear" (algo como conectar, mas isso pode significar tanta coisa...).